Projeto de Pesquisa CAPs - Pelotas
 
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Para este estudo está sendo instituída uma colaboração com técnicos da Universidade Federal de Pelotas (Luiz Augusto Facchini, Roberto Xavier Piccini e Elaine Thumé), com experiência em avaliação de programas e políticas de saúde. A colaboração dos técnicos da UFPel é no âmbito da revisão da bibliografia, na construção dos instrumentos, no acompanhamento da coleta de dados e na análise dos achados, tendo como contrapartida a disponibilidade de carga horária para o estudo e  disponibilizando a infra-estrutura do Centro de Pesquisas Epidemiológicas do Departamento de Medicina Social, e as dependências do Departamento de Enfermagem, para as atividades que forem necessárias ao desenvolvimento do estudo, incluindo a seleção e capacitação dos recursos humanos que farão a coleta dos dados.

O mais recente envolvimento deste grupo está sendo a coordenação da Avaliação da Atenção Básica no âmbito do PROESF (Programa de Expansão e Consolidação da Saúde da Família), para o Ministério da Saúde (Facchini et al, 2005), com responsabilidade pelos Lotes 2 do Sul e do Nordeste, com 41 municípios de mais de 100.000 habitantes em sete unidades da federação (RS, SC, AL, PB, PI, PE e RN). O objetivo é investigar se o PROESF, como política pública, e o PSF, como estratégia de mudança do modelo assistencial na rede básica, estão determinando uma melhoria do acesso e da qualidade da atenção em saúde e, assim, contribuindo para a melhoria da situação de saúde da população. Do ponto de vista quantitativo, avaliamos o quanto as exposições ao PROESF e ao PSF afetam a variabilidade de indicadores de cobertura e desempenho do sistema de saúde e de situação de saúde da população.

Para maiores informações sobre este estudo ver www.epidemio-ufpel.org.br/proesf/index.htm

O grupo também foi responsável na condução do estudo sobre “Perfil sociodemográfico, epidemiológico e capacidade instalada em saúde no Brasil: subsídios à política de regulação do acesso, formação e capacitação de profissionais de saúde”, para o Ministério da Saúde, em 2004.

A experiência acumulada por estes Departamentos, com o desenvolvimento da Residência Multiprofissional em Saúde da Família, que ocorreu no período de 2002 a 2004, possibilitou a inclusão da temática da saúde mental na formação de médicos e enfermeiros, no âmbito do Programa de Saúde da Família e demonstrou ser uma das áreas em que há necessidade de investimento na formação dos profissionais e na rede de apoio a usuários e familiares.

A Secretaria Municipal de Saúde, órgão máximo da gestão da saúde pública no âmbito do Sistema Único de Saúde, constitui-se parceira e uma das principais interessadas nos resultados deste estudo.